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Enquanto fundador do Megaupload alega inocência, Anonymous libera links de toda discografia da Sony

Info Online
A empresa e sete de seus executivos foram acusados violar direitos autorais pela distribuição de arquivos, além de lavagem de dinheiro.
Uma corte da Nova Zelândia ordenou nesta segunda-feira que o fundador do site de compartilhamento de arquivos Megaupload continuasse preso, à medida que ele nega acusações de pirataria na Internet e lavagem de dinheiro e diz que as autoridades estão tentando fazer a pior imagem possível dele.
A procuradora Anne Toohey afirmou em audiência que o alemão Kim Dotcom (na foto à dir.), também conhecido como Kim Schmitz, era um risco “no ponto extremo da escala” porque teria acesso a fundos, múltiplas identidades e um histórico de fugir de acusações criminais. ”O FBI acredita que as somas localizadas não representam todas as contas bancárias do senhor Dotcom”, disse. No entanto, o advogado de Dotcom disse que seu cliente não representa risco de fugir ou retomar seus negócios. Segundo a defesa, o alemão vem cooperando plenamente com a Justiça, teve os passaportes apreendidos e os fundos congelados.
O juiz David McNaughton diz que uma aplicar uma fiança seria bastante complicado para uma decisão imediata, acrescentando que anunciará uma decisão por escrito até quarta-feira. ”Dada a dimensão dos assuntos cobertos pelo processo de fiança e a seriedade do tema, vou reservar minha decisão”, disse.
Autoridades norte-americanas querem extraditar Dotcom sob alegações de que ele arquitetou um esquema que arrecadou mais de 175 milhões de dólares em poucos anos, copiando e distribuindo sem autorização músicas, filmes e outros conteúdos protegidos por direitos autorais. A defesa argumenta que o Megaupload.com simplesmente oferecia armazenamento online.
A empresa e sete de seus executivos foram acusados de participar do suposto esquema para oferecer material na Internet sem compensar os detentores de direitos autorais.
Anonymous libera download do acervo fonográfico da Sony
Após atacar sites do governo americano e de associações que representam estúdios de cinema em protesto ao bloqueio do Megaupload, o Anonymous começou a disponibilizar links para o download do acervo da gravadora Sony. Os links privilegiam discos lançados pela multinacional nos últimos dez anos. Alguns filmes, produzidos a partir do ano de 2000, também foram ofertados.
Os links apontam para arquivos de torrent ofertados por sites terceiros. Os links são acompanhados de uma mensagem dizendo que apesar da queda do Megaupload, existem outras formas de se realizar o download de conteúdos. A mais recente onda de ataques do Anonymous começou na quinta-feira, logo após o anúncio do fechamento do Megaupload e da prisão de fundador, Kim Schmitz, também conhecido com Kim Dotcom.
Entre as mais recentes vítimas do Anonymous estão o diretor do FBI, Robert Mueller, que teve informações pessoais divulgadas na rede, o site da Casa Branca, sites do governo francês, do governo brasileiro, e até o da cantora Paula Fernandes, artista contratada pela Sony Music.

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