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Deputados pressionam e Via Bahia pede prazo para melhorias no sistema


Tribuna da Bahia
Como era de se esperar o clima esquentou ontem na Comissão de Defesa do Consumidor na Assembleia Legislativa, quando os deputados aproveitaram a presença do superintendente da concessionária Via Bahia, José Carlos Navas para repudiar o reajuste nos preços cobrados nas duas praças de pedágio administradas pela empresa no Estado.
O executivo foi convidado pelo membro do colegiado, deputado Adolfo Viana (PSDB), a fazer uma apresentação das ações implantadas pela empresa nas BRs 324 e 116. Durante o encontro, governistas e oposicionistas se juntaram para protestar contra as condições das rodovias e se surpreenderam com o anúncio de que haverá um aumento anual, a cada sete de dezembro.
“Não digo reajuste. Prefiro me referir a correção monetária”, disse o superintendente”, afirmou. O superintendente solicitou aos parlamentares um prazo de 60 dias para que os efeitos das obras e serviços executados sejam percebidos e assumiu o compromisso de voltar a Casa para mostrar novos resultados.
Conforme ele, a empresa fará um investimento de R$ 2,2 bilhões nas BRs 324 e 116 nos 25 anos de concessão, fato ironizado pelos deputados. Ele também revelou que a arrecadação da Via Bahia varia em média de R$ 10 a 12 milhões mensais.
A sessão foi marcada pelo tom de provocação dos deputados e do próprio superintendente que em dado momento atribuiu o fato a motivações políticas. “A gente entende que existe o aspecto político por traz. Motivação política faz parte da campanha dele para prefeito”, disse. A fala foi contestada pelo tucano Adolfo e pelo deputado Carlos Geilson (PTN), que também não poupou críticas e chegou a dizer que o superintendente não tinha “desconfiômetro”.
Zé Neto disse reconhecer que “foram feitas interferências e melhorias nas estradas, mas o que foi realizado ainda está longe do mínimo que é esperado”. O líder encaminhou ontem uma representação ao Ministério Público Federal solicitando a suspensão do aumento na cobrança do pedágio até que a Via Bahia possa realizar obras significativas nas estradas.
O presidente da Comissão, Pedro Tavares (PMDB) também condenou o aumento. “É inadmissível aumentar o valor do pedágio, desde quando o serviço ofertado à população não é de qualidade”, ressaltou. O vice-líder da oposição Bruno Reis disse que se tratava das “piores rodovias do mundo”.

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