“Eloá era apenas um objeto. Lindemberg tinha ódio dela”, diz promotora
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Ao falar aos jurados, Daniela Hashimoto afirmou que réu invadiu o apartamento com a intenção de matar a ex-namorada.“Eloá era apenas um objeto nas mãos de Lindemberg. Ele tinha ódio dela”, disse a promotora, após distribuir cópias dos autos aos jurados. Ela disse ainda que o réu já sabia o que iria fazer no apartamento. Em depoimento de mais de uma hora, a promotora deu detalhes da investigação do crime e também afirmou que o tiro que atingiu a amiga de Eloá, Nayara Rodrigues, foi desferido por Lindemberg.
“A perícia comprovou que a Nayara foi atingida por um projétil de calibre 32. Só o Lindemberg tinha essa arma no dia dos fatos”, diz. Após a fala da promotoria, será a vez da advogada de defesa, Ana Lúcia Assad, que terá uma hora e meia para expor suas provas. Caso achem necessário, as duas partes terão uma réplica de uma hora antes do encerramento desta fase. A expectativa é de que este seja o último dia do julgamento. Após o debate, os jurados serão reunidos para decidir se absolvem ou condenam Lindemberg pelos seus crimes. Na sequência, a juíza Milena Dias irá determinar a sentença.
O caso
A morte de Eloá ocorreu em 15 de outubro de 2008, em Santo André. Quatro dias antes, ela e mais três pessoas – Nayara e mais dois amigos – foram sequestradas por Lindemberg. Após algumas horas de negociação com a polícia, Lindemberg libertou os dois jovens e, mais tarde, soltou Nayara. Ela, no entanto, acabou retornando para ajudar a amiga.
O sequestro se arrastou por cerca de cem horas e terminou quando a polícia invadiu o prédio. Eloá e Nayara foram baleadas, mas somente a segunda sobreviveu aos ferimentos. Lindemberg responde por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, cárcere privado e disparo por arma de fogo. Ao todo 19 testemunhas devem ser ouvidas, sendo cinco da acusação e 14 de defesa.
Um dos amigos da vítima afirmou que teria recebido ameaças de morte de Lindemberg, quatro dias antes do sequestro no apartamento de Eloá. Segundo o jovem e outro amigo, as ações do réu, transtornado com o fim do relacionamento com a garota, teriam sido motivadas por ciúmes.


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