As nuvens políticas em Jequié. Para onde vão?

Os partidos e lideranças políticas se movimentam para a eleição municipal em Jequié no próximo ano. As incertezas prevalecem no ar.


As nuvens políticas em Jequié. Para onde vão?
Como dizem, a política realmente é como as nuvens: muda de configuração, de forma, com certa freqüência. Em Jequié, as forças políticas se articulam nos bastidores, mas seus contornos indicam a feição que podem assumir no futuro. Como não vivem um “céu de brigadeiro”, as lideranças estão apostando em várias possibilidades, inclusive no mau tempo para as alianças.

Por isso, o PMDB se arma trazendo o secretário municipal Robério Chaves e outras lideranças para suas fileiras. O PP, por sua vez, tenta conter a sangria de filiados, conquistando a adesão personalidades com densidade eleitoral também para seus partidos satélites, principalmente para a disputa do legislativo e para o Executivo. O PT, consolidado no município, tenta contornar a disputa interna e reforçar a chapa de vereadores, até com políticos egressos de outro campo político, com Jhon do Curral Novo.
O PV e o PC do B, partidos sem presença no governo municipal e no legislativo, discutem as possíveis alianças e se preparam para conquistar vagas na Câmara
Já o PSD, recém fundado em Jequié a partir da adesão dos vereadores Ednael Almeida e Luiz Brito, ainda não sabe se fica na oposição ou com a situação.

Dúvidas do PDT

Das legendas com força política na cidade, o PDT é um no qual as nuvens políticas estão com coloração mais incerta. O PDT, liderado pelo deputado estadual Euclides Fernandes, se movimenta para várias direções: estimula a pré-candidatura a prefeito de Reinaldo Pinheiro – recém filiado; não descarta apoiar o PT; não nega a possibilidade de se aliar ao PMDB local; não fecha uma possível negociação com o vice-prefeito Eduardo Lopes (PSB), pré-candidato a prefeito estimulado pelo atual, Luiz Amaral (PMDB). Há até que defenda o nome de Euclides para prefeito. Do PDT, há também o estímulo de uma aliança indireta com a pré-candidata a prefeita Dra. Tânia, liderada de Roberto Brito, com o radialista Wilson Novaes numa vice, depois que este assumiu a presidência do PSL, sob a confiança do deputado pedetista, conforme noticiou o blog Revista Bahia em Foco, assinado por Wilson Midlej.

A vontade do PSB

O PSB, do vice Eduardo Lopes, também entra na seara da indefinição. Depois de ganhar musculatura com as filiações de um vereador, da secretária de Leléa Amaral e do secretário de governo Luciano Sepúlveda, o partido quer emplacar o nome de Eduardo como o candidato a prefeito do esquema governista municipal, já que o prefeito Luiz Amaral dá claros sinais de que não concorrerá à reeleição. Nesta disputa, porém, o vice enfrenta a resistência do PMDB e também de setores da base aliada. Está, no momento, com dificuldades para unir a frente ampla que venceu a última eleição. Mesmo assim, se a base governista se dissolver, ele pode se bandear para a oposição e se unir ao PT, com quem também dialoga. O PSB, portanto, pode ganhar tudo ou ficar penumbra do ambiente político que se desanuvia.

Fonte: WWW.gicult.com.br/blog

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